Seis restaurantes para esquecer a dieta (ou não) em Nova York

Saca comfort food? Aquela comida com gosto de nostalgia e que sempre faz você se sentir bem? Aquela que você busca quando está em crise/estressada/com o coração partido e que você come até se sentir um ganso de abate pra foie gras? Há alguns lugares que nos dão uma sensação parecida com a que a comfort food nos traz. O meu cantinho no mundo é Nova York. Basta andar pelas ruas tumultuadas, respirar fundo e sentir aquele aroma de pretzel e pizza no ar…e pronto. Me sinto como se fosse capaz de conquistar tudo o que eu quiser. I’m the king of the hill. Top of the heap.

Junta essa sensação de comfort city com comfort food. Isso numa cidade em que não faltam restaurantes (estima-se um número em torno de 18 mil estabelecimentos culinários na cidade). Tem pra todos os tipos, gostos e bolsos. Agora pega tudo isso e pensa numa pessoa ‘glutona’. EFE-Ó-DÊ-É-U. Isso mesmo, ferrou. A dieta foi pro bueiro junto com as Tartarugas Ninjas.

Abaixo seguem seis dicas para quem for passar uns dias na cidade (e, olha, foi difícil listar apenas seis! Dois dos meus restaurantes preferidos de lá, o Balthazar e a pizzaria Lombardi’s, até ficaram de fora por serem mais óbvios para os turistas).

E, para não reclamar que “sua lista está muito junkie para um blog de vida saudável”, abaixo de cada sugestão vão opções mais lights do cardápio de cada um (quando possível). Mas se quiser deixar a dieta pra lá nas próximas férias, se joga!

artichokesite1. Artichoke Basille’s: A melhor pizza de Nova York e quiçá do mundo. Não importa o que dizem os italianos. Pra mim, a melhor pizza de todo o universo é pra ser comida em pé, num buraco meio escondido no East Village. E pra não ter dúvidas: é pra pedir a de artichoke (alcachofra) mesmo. E comer de joelhos. Há algumas localidades espalhadas por NY.
Opção light: Vá pela pizza ou não vá. Vale a alcachofra?
Site: http://www.artichokepizza.com/locations.html

 

umamisite2. Umami Burger: Uma amiga que está morando em NY me levou para experimentar um dos melhores hambúrgueres de lá. Minha pedida foi o clássico umami burger (FOTO), que vem recheado com parmesão frito (uma delícia!), tomate assado, cebola caramelizada, shitake (cogumelo difícil de encontrar nos EUA) e ketchup da casa. Para acompanhar, batatas trufadas e cerveja artesanal. Vale cada caloria!
Opção light
: o cardápio traz saladas variadas com queijo de cabra, rosbife ou atum com a crosta grelhada e molho de trufas.
Site: https://www.umamiburger.com 


habana_site3. Café Habana: restaurante cubano apertadinho em Nolita (perto do Soho). Com um cardápio típico da região caribenha e toques mexicanos (ou seja, muita pimenta), traz uns sanduíches elogiadíssimos, como o Cuban, de porco marinado. Mas chama atenção mesmo pelo milho grelhado com queijo parmesão, pimenta e limão para espremer por cima (FOTO). Hummmmm. Só comendo pra entender sua fama!
Opção light:
saladas variadas, grelhados e omeletes, com muitas verduras e mão pesada na pimenta (é termogênica!).
Site: http://www.cafehabana.com/

 

4. shakeshackShake Shack: virou o fast food queridinho da vez e tem em vários cantos dos EUA. Mas é legal saber como tudo começou: com um food truck no Madison Square Park e foi se expandindo primeiro pela cidade e depois pelo país. Isso tudo de 2000 pra cá. Um chamariz do Shake Shack é que seus hambúrgueres são feitos com carne angus e livres de hormônios e antibióticos. E os sanduíches são deliciosos e a batata frita encaracolada uma perdição à parte. O meu Shake Shack preferido? O do Brooklyn, perto do Brooklyn Bridge Park e com uma vista incrível para a ponte (FOTO tirada da janela do Shake Shack)
Opção light: Estamos falando de uma lanchonete fast food estilo Mc Donald’s, nada indicado para dieta. Se bem que se você estiver entrando em um Mc Donald’s ou similar, veja antes se não tem um Shake Shack por perto. Os ingredientes, ao menos, são mais naturais e menos inflados de substâncias cancerígenas. O preço é um pouquinho mais alto, mas o sabor vai compensar e muito!
Site: https://www.shakeshack.com/

 

pommesfritessite5. Pommes Frites: um cantinho de batatas fritas belgas ou, em inglês, pommes frites. Esquece esse negócio de french fries. Imagina o imigrante belga que chegou aos EUA e viu que uma especialidade belga, as batatas fritas, ganharam o país com um nome que remete à França. O cara ficou tão p da vida que abriu um restaurante no East Side para vender apenas batatas fritas do jeito que a Bélgica faz: servidas em cones, mal descascadas e com uma infinidade de molhos pra acompanhar. Uma história triste: o local pegou fogo e foi totalmente destruído em 2015 e reabriu em 2016 em outro endereço, no West Village.
Opção light: Água.
Site: http://www.pommesfritesnyc.com/

 

coreano_site6. Kang Ho Dong Baekjeong: esse restaurante em Koreatown foi a grande descoberta da viagem. Impronunciável. Mas uma das melhores comidas que já provei na vida. A especialidade é o churrasco coreano. Não, não é de cachorro. Pode ir tranquila. O menu é cheio de opções, mas o carro forte é o combo, que pode ser de carne bovina ou de porco. Pedimos o de boi para duas pessoas (e serviu três de boa), e vem com três tipos de cortes e acompanhamentos, também bem típicos. A carne é preparada na hora, na sua frente, na chapa que fica no centro da mesa (FOTO). E, olha, nem dá pra explicar direito. Tem que provar. Para beber, peça um dos drinks de soju, um destilado coreano feito, geralmente, a partir do arroz. Mas vá com calma! Porque ele desce que você nem sente. Já viu uns vídeos loucos de coreanos desmaiando na rua? Culpa do soju. É sério! A bebida é tão consumida por lá que é o destilado mais vendido do mundo! Sim, ganha da vodca, rum e afins.
Opção light: Carne acompanhada de saladas, vegetais coreanos e tofu. Sim, é totalmente diet-friendly! E ainda é uma das melhores comidas que você vai provar na vida!
Site: http://baekjeongnyc.com/